terça-feira, 23 de junho de 2015

Síntese da primeira aula de Universidade e Sociedade

Será que de tanto vermos, passamos a não enxergar mais? A não nos importarmos mais? Os documentários Ilha das Flores e Boca de Lixo remetem as realidades do nosso cotidiano englobando temas como consumismo, desigualdade social, fome e pobreza que nos leva a uma série de reflexões sobre individualidade, liberdade, opressão, exageros, desperdício e sonhos. No supracitado documentário de Ilha das Flores notamos o personagem do tomate, que foi recusado para servir de molho, recusado para servir de alimento para os porcos, e no final estava disponível para ser consumido pelos SERES HUMANOS que vivem na Ilha das Flores, demonstrando pessoas que mesmo com o encéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor se encaixam numa condição abaixo de porcos, por não terem dinheiro e muito menos dono. É necessário lembrar que o documentário Boca de Lixo nos faz questionar, de onde vem e para onde vai o lixo? Nós vivemos em um mundo cada vez mais capitalista, onde quem tem prioridade é o dinheiro, consumimos descontroladamente sem pensar nas consequências sociais, ambientais, econômicas e culturais. Assim o lixo que tem sua origem proveniente tanto de restos de comida, quanto de materiais eletrônicos, passa a servir as pessoas desfavorecidas, pois hoje em dia vemos poucos com muito e muitos com pouco, forçando assim àqueles desafortunados a se submeterem a situações desagradáveis na tentativa de sobreviver, como é mostrado no documentário, onde o lixo significa para eles o resto de esperança que ainda sobra, pois eles convertem o lixo em material de consumo e sustento. Enfim, as temáticas discutidas na aula do dia 27/05/15 nos relembra que infelizmente muitas pessoas ainda vivem em situações desumanas, forçando nos a questionar e sentir o desejo de mudança.

Att,

Jamine Nunes

segunda-feira, 22 de junho de 2015

UFSB – Universidade Federal do Sul da Bahia
CC: Universidade e Sociedade
Aylla Ruas de Matos


“Ilha das Flores”

Este documentário relata de forma impactante a realidade de mulheres e crianças que residem na Ilha das Flores, localizada em Belém Novo, município de Porto Alegre. Lugar onde é despejado o lixo produzido pelos moradores da capital, e onde os donos de terrenos utilizam o espaço para criar porcos. O lixo é, basicamente, tudo o que não nos será mais útil. Porém, na Ilha das Flores, os empregados do dono do terreno separam no lixo aquilo que é de origem orgânica para servir de alimento aos porcos, e aquilo que for considerado impróprio para os porcos, ficará disponível para alimentar mulheres e crianças. Por serem muitas, elas formam fila e são organizadas em grupos de 10, tendo a permissão de entrar e permanecer por 05 minutos para recolher o tanto de alimentos que conseguirem, e assim garantir a sua refeição (se é que pode ser chamada assim). O curta-metragem nos mostra que, apesar dessas pessoas terem o telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor (portanto, sendo seres humanos), o fato delas não terem dinheiro e nem algum outro meio de troca, faz com que os porcos sejam prioritários à elas.


“Boca de Lixo”

Neste documentário há depoimentos de pessoas que trabalham na “Boca de Lixo”, a partir deles, pode-se observar o ponto de vista delas em relação á essa profissão. A princípio elas ficaram receosas com a presença do jornalista e de sua câmera, questionaram sobre o que ele estava ganhando com aquelas filmagens e deixaram claro que não estavam roubando, mas sim, trabalhando honestamente. Ao decorrer do vídeo, podem-se notar diversas lições de vida dadas por esses catadores. Apesar da rotina cansativa devido ao árduo trabalho exercido, o sorriso no rosto e as brincadeiras entre eles são realmente incríveis de se ver. Enquanto nós, muitas vezes por não termos aquela roupa de marca que tanto queríamos, o celular da moda ou até mesmo o carro do ano, já ficamos chateados e reclamando da vida. A maioria dos catadores está no lixão por não ter outra oportunidade de emprego, porém, há pessoas que escolhem trabalhar ali, como a dona Cícera que diz preferir trabalhar na “Boca de Lixo” ao ser empregada doméstica, pois não gosta de ser mandada, e sim, de mandar em si mesma. Ela diz também que após o dia de trabalho, ela chega em casa, toma banho e vai para a Igreja. Mesmo vendo o comodismo de alguns deles ali, é chocante saber que além de viver na pobreza, estão sendo expostos á tantas doenças, pois até lixo hospitalar é possível encontrar, até houve uma mulher que furou o pé com uma agulha, sem saber o quão perigoso isto é. Com certeza este documentário nos faz refletir sobre muitas coisas em relação á nossa vida e nos lembra de valores que em nossa sociedade atual não se vê mais. Também nos ensina a dar valor ao nosso lixo e a separá-lo de forma correta, pois como disse o senhor Enock “o lixo é o final do serviço, mas para os catadores, é a partir dele que tudo começa”.

domingo, 21 de junho de 2015

Síntese dos vídeos Ilha das Flores e Boca de Lixo

O vídeo Ilha das Flores a princípio parece superficial, pois inicia com todo um processo, desde a produção do tomate, sua chegada ao supermercado e ao consumidor, até por fim ir parar no lixão ou como se dá o nome,  Ilha das Flores. De flor não tem nada, é uma espécie de fazenda onde vivem porcos, algumas pessoas humildes, um fazendeiro e alguns trabalhadores que auxiliam no alimento daqueles animais. O que com certeza nos chama a atenção é a maneira como aquelas pessoas humildes, sendo seres humanos são tratadas. Pois, o lixo que chega até aquela fazenda é separado para servir de comida aos porcos, após os porcos se saciarem, há alimentos que eles dispensam, pois julgam inadequados para aqueles animais comerem. Para dar fim aqueles alimentos considerados inapropriados aos porcos, os trabalhadores da fazenda juntam para as pessoas humildes que vivem ali, como são muitas pessoas pessoas, são divididos em grupos de 10 pessoas e cada grupo tem 5 minutos para pegar o máximo de alimento possível, o desespero é grande, pois esta é a única maneira de conseguirem alimento.
O vídeo termina com essa imagem e uma possível reflexão, se tal alimento não é aceito pelos porcos, porque serviria para um grande número de famílias? O que mais nos impacta no vídeo é tamanha desigualdade, um animal irracional rejeita tal alimento para um ser humano ter o direito a comida.

O vídeo Boca de Lixo um pouco mais impactante que o vídeo Ilha das Flores, já se inicia mostrando o amontoado de lixos, urubus, animais magros procurando algo para comer em meio ao lixão. Logo após chega o caminhão de lixo despejando toneladas de lixo para a alegria das pessoas que vivem ali. Muita gritaria e correria com a chegada do caminhão,  pois aqueles catadores fazem o possível para conseguir pegar o máximo de lixo que podem, para vender aquele lixo e quem sabe até ter a sorte de conseguir algo que possa ser usado como roupas ou sapatos, uma das catadoras diz a seguinte frase: "o que não serve 'pros' ricos, serve 'pros' pobres."
Algumas mulheres dizem preferir trabalhar no lixão do que em outros locais como por exemplo, em casa de família. Já outras falam que não é bom trabalhar no lixão mas eles precisam desse meio para sobreviver e relata que não toma café, nem almoça, a única refeição que faz é a janta. Isso choca, já que estas pessoas acordam muito cedo para trabalhar muitas vezes debaixo de um sol escaldante.
Alguns homens pescam mas quando não conseguem nada, são obrigados a buscar no lixão algum meio de se sustentar.
O que chama bastante atenção além de todo o trabalho árduo, são os valores bem explícitos nessas pessoas que aparentam ter tão pouca coisa como bens materiais, mas que tem muito se for olhado o seu interior.
O "repórter" ao questionar para uma mulher se ela não se incomodava em aparecer na TV catando lixo, ela lhe responde: "Não estamos roubando e sim trabalhando."
Uma mulher com mais de 7 filhos em uma casa pequena e humilde diz que pretende ter mais filhos, enquanto ela engravidar, ela irá criar todas estas crianças, pois o que não pode é matar, jogar fora ou abortar, relata ela.
Apesar de todas as dificuldades enfrentadas para criar e alimentar os filhos, essa mulher dá valor a vida, assim como todos os moradores dali, valorizam o trabalho árduo, porem honesto de cada um.


Síntese feita por Carollayne Assis Ormundo, com base nos vídeos acima descritos, a pedido da professora Andréa. 
CC - Universidade e Sociedade
UFSB - Universidade Federal do Sul da Bahia