segunda-feira, 24 de agosto de 2015

História da Universidade - Jamine Nunes

UFSB - UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL DA BAHIA
CC- UNIVERSIDADE E SOCIEDADE
JAMINE DA COSTA NUNES




HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE



   Universidade é uma instituição de ensino superior que compreende um conjunto de faculdades ou escolas superiores destinadas à especialização profissional e científica.
   As primeiras universidades surgiram durante a Idade Média na Europa e eram ligadas à igreja ou à corte real. A Universidade de Paris foi fundada em 1170 e é considerada uma das mais antigas do mundo em funcionamento. Já a Universidade de Bolonha, Itália, fundada em 1088 é demonstrada por dados como a mais antiga do mundo.
   Antigamente o conhecimento era restrito apenas a igreja, mas com a ascensão do contexto urbano-comercial houve-se a necessidade de obter conhecimento, assim muitos burgueses fizeram com que o conhecimento pudesse transpor os portões da igreja, entretanto as universidades no período medieval estavam regidas ora pelo papado ora pelo poder laico. No período medieval, as universidades se portavam em uma maneira diferente da qual conhecemos hoje, pois em sua acepção original significava “corporação”, fazia referência ao conjunto de professores e alunos que faziam parte de uma instituição de ensino. E não havia critérios para entrada de alunos ou professores, qualquer pessoa podia fazer parte. Os cursos ofertados eram o de Direito, Medicina e Teologia.
   Expandiu-se ainda mais com o nascimento das universidades modernas, que ocorreu a partir de 1520, com o movimento da Reforma se espalhando pelos países do norte europeu e o início do envolvimento das instituições não católicas nas universidades. Em que estás estão vinculadas a pesquisa, unindo conhecimento científico ao desenvolvimento tecnológico, e incorporando o ensino da Matemática e de ciências da natureza em seus currículos, o que origina os bacharelado científicos.
   Por meio de reformas, as universidades contemporâneas sofreram ações e demandas que levaram a um processo de mudanças que objetivavam a modernização e adequação deste sistema às exigências políticas e econômicas, alterando o perfil e a função história deste nível. Assim, no início desta década, abandona-se o debate em
relação ao papel social da universidade, e se institui a cultura da produtividade
e eficiência. Aparece, assim, nos fóruns nacionais e internacionais, a preocupação
com a qualidade, a gestão e a avaliação dos sistemas de ensino superior. O tripé ensino, pesquisa e extensão caracteriza as universidades contemporâneas.
   É necessário ressaltar, que desde o início as universidades sempre foram pra quem tinha condições de pagar, com dinheiro ou prestação de serviços. Isso permeou ao longo de vários anos, entretanto hoje em dia os caminhos para o ingresso nas universidades estão mais amplos, através de vestibulares, cotas e etc.
   O tempo passou as universidades evoluíram, passaram a ter uma grade de ensino maior, com diversas áreas de atuação, seu espaço físico cresceu, constituindo se de vários prédios e salas, além disso a forma de ingresso também se deu de uma forma mais rígida, com a execução de vestibulares ou enem, como funciona no Brasil.
   A UFSB é uma universidade que surgiu nesse contexto contemporâneo com uma visão de transpor conhecimento embasada nos modelos das universidades Européias visando à ação da interdisciplinaridade, e fazendo com que o aluno se torne livre para escolher as coisas que quer aprender.
   O conhecimento contemporâneo tem se tornado uma outra forma de comércio, cada vez mais desejados atualmente, e tem se transformado também em um ato capitalista. As pessoas querem saber mais, para poder serem melhores e terem mais poder. Pois o fator mais importante deixa de ser a disponibilidade de capital, trabalho, matérias-primas ou energia, passando a ser o uso intensivo de conhecimento e informação. Atualmente, as economias mais avançadas se fundamentam na maior disponibilidade de conhecimento. A vantagem comparativa é determinada cada vez mais pelo uso competitivo do conhecimento e das inovações tecnológicas. Esta centralidade faz do conhecimento um pilar da riqueza e do poder das nações, mas, ao mesmo tempo, encoraja a tendência a tratá-lo meramente como mercadoria sujeita às leis do mercado e aberta à apropriação privada. Ao se tornarem forças produtivas, o conhecimento e a informação se integram ao próprio capital, que começa a depender desses fatores para a sua acumulação e reprodução.

CEPROG

   No dia 19/08/2015, nós os alunos da UFSB sala 6 vespertino, fomos até ao colégio comumente conhecido como CEPROG divididos em grupos explicar um pouco da História da Universidade como aqui apresentada no texto. Expusemos e explicamos o contexto como foram formadas as primeiras universidades e as universidades em geral e como se deu o ensino até os dias atuais, e por fim chegamos até a UFSB uma universidade com menos de 1 ano de existência e que ainda é desconhecida por muitos na região, na minha sala embora com poucos alunos foi possível perceber que eles desconheciam sobre o modelo da universidade e notar ainda, que uma parte dos alunos não visava no futuro cursar uma universidade, infelizmente isso foi entristecedor de ouvir, pois o conhecimento que foi escasso há muitos, hoje em dia se torna mais capaz de ser conquistado e isso deve ser valorizado. Utilizando as palavras de Paulo Freire "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção" e é esse o papel que a universidade faz.

História da Universidade - Aylla Ruas

UFSB – Universidade Federal do Sul da Bahia
CC: Universidade e Sociedade
Aylla Ruas de Matos


Aprendendo e ensinando a história da universidade”


   No dia 19/08/15 nos foi dada a missão de estudar mais a fundo sobre a história da universidade desde as mais antigas até as mais recentes, chegando ao foco principal que era a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), e repassar esse conhecimento adquirido, aos alunos do turno vespertino do Colégio Estadual Professor Rômulo Galvão (CEPROG).
   Essa oportunidade foi bastante proveitosa para o meu grupo, pois no início do quadrimestre tínhamos uma visão totalmente diferente sobre o que é a universidade, e agora, além de conhecermos toda a história dela, o fato de podermos compartilhar com outros alunos (e futuros universitários) é realmente gratificante.
   Fizemos um cartaz bastante colorido e organizado para chamar a atenção dos alunos e programamos uma apresentação mais dinâmica para não se tornar algo monótono. Começamos explicando sobre o período medieval, onde houve o surgimento das universidades tradicionais, dentre elas a Universidade de Bolonha, na Itália no fim do século XI, denominada “mãe das universidades” por ser uma das primeiras a serem fundadas, juntamente á de Paris, na França.
   Logo após, falamos sobre o período moderno, no começo do século XIX, que trouxe consigo as Universidades de Harvard (uma das mais renomadas universidades atualmente), Filadélfia, Yale, Princeton e Columbia.
   Em seguida, mostramos o período contemporâneo, que trouxe métodos inovadores dentro das universidades, onde tem como base a interdisciplinaridade, e se apoia no tripé ensino, pesquisa e extensão. Inclusive são métodos adotados pela UFSB, que aderiu ao modelo unificado europeu de formação.
   Por fim, citamos os dois grandes educadores que são de grande influência em nossa universidade, Anísio Teixeira que implantou a primeira escola pública em nosso país, e Paulo Freire que defendia a autonomia que o aluno tem em sala de aula.

História da Universidade

UFSB - Universidade Federal do Sul da Bahia
CC - Universidade e Sociedade
Aluna: Carollayne Assis Ormundo



A primeira universidade existente de que se tem conhecimento, é a de Bolonha na Itália, criada em 1150. Uma universidade nada parecida com as atuais, era comandada pela igreja, com aulas em salões e ao contrário do que se vê hoje, os alunos eram senhores já com uma certa idade que pagavam para assistir as aulas que precisavam. 
Naquela época o conhecimento era privilégio de poucos e apenas quem podia pagar se associava a outros interessados para contratar um professor sobre algum dos temas das chamadas “essências universais”. Daí o nome de “universidade”. 
A segunda universidade mais antiga é a de Paris (Sorbonne), fundada em 1214. 
Até os campi surgiram de uma necessidade: a de garantir a ordem e a paz. Visto que os estudantes eram, em sua maioria estrangeiros, havia certa desconfiança, e vez ou outra acabava ocorrendo conflitos com os moradores locais.
A primeira de ensino superior no Brasil foi fundada em 1808, a Escola de Cirurgia da Bahia. A partir desta surgiram outras, uma em Olinda e outra no Rio de Janeiro, já com diversos cursos como vemos atualmente, diferentemente das primeiras citadas.
Atualmente o acesso às universidades não são limitadas como nas primeiras, em que só ingressava quem podia pagar por ela. Diferentemente, com tantas universidades públicas, algumas de melhor ensino que as particulares, para ingressar em uma basta apenas ter força de vontade e estudar, não é mais um sonho tão distante como em séculos passados.
Com a experiência de ir em uma escola pública explicar toda essa história da universidade, pude perceber que mesmo com todo esse fácil acesso a universidade, alguns alunos ainda não despertaram interesse pelo ensino superior, é nítido ver que infelizmente alguns dispensam oportunidades e se contentam apenas com a educação básica. Mas também percebi que alguns têm grande curiosidade, mas ainda enxergam a universidade como um sonho distante.
Sonho pra uns, realidade pra outros, o fato é que a universidade está aí de portas abertas para todos aqueles com sede de conhecimento. 
"A melhor coisa sobre aprender é que ninguém pode tirar isso de você."

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Anísio Teixeira - Educação não é privilégio

UFSB – Universidade Federal do Sul da Bahia
CC: Universidade e Sociedade
Aylla Ruas de Matos


Anísio Teixeira - Educação não é privilégio

No documentário (Anísio Teixeira - Educação não é privilégio) é relatada a biografia do revolucionário educador e escritor brasileiro Anísio Spínola Teixeira. Ele nasceu no ano de 1900 em Caetité, uma cidade localizada no interior da Bahia e era filho de Deocleciano Pires Teixeira e Ana Spínola Teixeira.
No ano de 1914 Anísio viajou para Salvador para estudar em regime de internato no Colégio Antônio Vieira (da ordem dos jesuítas), expressando seu desejo de ingressar na vida religiosa, ele quis entrar para a Companhia de Jesus mas seus pais não aceitaram, pois teriam que ficar longe de seu filho.
O desejo de seu pai era que ele seguisse carreira política, por isso, Anísio foi cursar Direito no Rio de Janeiro, onde se formou em 1922. Ao retornar á Bahia, ele é convidado ao cargo de Inspetor Geral de Ensino, nesse período começa o seu contato com a educação.
Tudo se inicia quando Anísio sente-se impactado pelos métodos americanos de educação, especialmente por um livro escrito por Omer Buyse, onde o mesmo divulga a prática de trabalhos manuais e corporais utilizados pelos americanos em suas escolas no ensino formal. Esta leitura instigou Anísio á conhecer escolas americanas, e ao decorrer de sua viagem ele acaba definindo a sua escolha da educação como profissão.
Em 1932 Anísio casou-se com Emília Teles Ferreira, e em 1935 ele propôs a criação da Universidade do Distrito Federal, neste mesmo ano teve que se mudar para a sua cidade natal por estar sendo perseguido pelo governo de Getúlio Vargas, onde teve que permanecer até o ano de 1945.
Ao assumir a Secretaria de Educação e Saúde do Estado da Bahia, Anísio consegue realizar o projeto que tanto sonhava, de fazer uma escola pública, gratuita, laica, que fosse semelhante às escolas de ricos. Logo após, foi inaugurado em Salvador o Centro Educacional Carneiro Ribeiro (Escola parque), onde proporcionava educação integral voltada para as populações mais carentes.
Anísio Teixeira morreu em 11 de março de 1971, após seu corpo ficar desaparecido por 4 dias e ser encontrado num elevador no Rio de Janeiro. Ainda que no laudo de sua morte esteja “acidental”, há suspeitas de que ele tenha sido vítima das forças de repressão do governo.

Síntese do vídeo 'Anísio Teixeira - Educação não é privilégio'

UFSB - UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL DA BAHIA
COMPONENTE CURRICULAR UNIVERSIDADE E SOCIEDADE
JAMINE DA COSTA NUNES






Síntese do vídeo 'Anísio Teixeira - Educação não é privilégio'


O vídeo mostra a trajetória de vida e os feitos do grande educador Anísio Teixeira. Anísio nasceu em Caetité na Bahia em 12 de julho de 1900, em 1924 começou no ramo da educação na Bahia, no cargo equivalente hoje ao de secretário de Educação e desde então essa área se tornou sua paixão, fazendo com que ele não saísse mais do ramo.
"Uma educação em mudança permanente, em permanente reconstrução". Engajado a transformar a realidade educacional consistente naquela época no Brasil, Anísio viaja para fora do país buscando aprimoramento e em 1928 faz um curso de pós-graduação na Universidade de Colúmbia.
Anísio demonstrava quais eram os seus ideais através de frases do tipo: "Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara a democracia. Essa máquina é a escola pública"."A educação não é só produto de mudança, ela gera mudança". Lembrando que algumas de suas ideias foram influenciadas pela filosofia de Dewey.
Anísio tinha uma vida bastante eclética e agitada, foi professor de filosofia, casou se com Emília Ferreira, a qual denominava professora da alegria e também viveu parte da sua vida no Rio de Janeiro, entre idas e voltas de lá até a Bahia. O Rio de Janeiro foi seu lar desde que cursou Direito e até mesmo quando em 1935 criou a Universidade do Distrito Federal, no Rio, nesse mesmo ano foi perseguido pelo governo de Getúlio Vargas e acusado de ser comunista, e assim ele mudou-se para sua cidade natal, na Bahia, onde ficou até 1945.
Em sua carreira ele revelou ser um grande empresário, conseguiu a construção de diversas escolas na Bahia, foi diretor do Instituto nacional de estudos pedagógicos, criou o centro de pesquisa educacional em 1955, ao lado de Darcy Ribeiro foi um dos fundadores da Universidade de Brasília, da qual se tornou reitor em 1963 e no início de 1971, aceitou candidatar-se à Academia Brasileira de Letras.
É necessário lembrar que ele também enfrentou dificuldades ao longo da sua jornada, dentre elas o exílio nos EUA no período da ditadura militar, em que lá lecionou nas Universidades de Colúmbia e da Califórnia, e recebeu um prêmio da Universidade de Colúmbia. Um tempo depois em 1966 ele volta ao Brasil e torna-se consultor da Fundação Getúlio Vargas.
Infelizmente, em 1971, Anísio Teixeira é encontrado morto de forma acidental, em um vão de elevador em circunstâncias consideradas obscuras pela família.
Enfim, o que torna a trajetória de Anísio Teixeira admirável é a persistência na defesa da democracia e da educação para a democracia, que constituiu o motivo central de devotamento da sua vida, ele foi um homem capaz de sentir e conhecer o seu tempo, porem pensar adiante dele.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Resenha do vídeo: Anísio Teixeira - Educação não é privilégio

UFSB - Universidade Federal do Sul da Bahia
CC - Universidade e Sociedade
Aluna: Carollayne Assis Ormundo

Anísio Spínola Teixeira nasceu em Caetité na Bahia em 12 de julho de 1900. Sua mãe Ana Spínola Teixeira viera de uma família rica, já o seu pai Deucleciano Pires Teixeira, era médico, fazendeiro e político extremamente influente. 
Anísio Estudou no Instituto São Luís na cidade em que nasceu e no Colégio Antônio Vieira em Salvador, ambas jesuíticas. Anísio desejava entrar para a Companhia de Jesus, porém, seu pai por ter sido um político de grande influência, desejava também uma vida política para o seu filho, impedindo  assim que ele ingressasse na vida religiosa.
Formou-se como Bacharel em Direito no Rio de Janeiro. Em 1924 foi convidado pelo Governador Góes Calmo para assumir o cargo que atualmente equivale ao Ministro da Educação e foi a partir daí que a educação entrou em sua vida.
Um homem muito generoso, que lutava pela escola pública universal, gratuita, pensando no povo. 
"Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara a democracia. Essa máquina é a escola pública."
De 1952 a 1964 permaneceu no cargo de Diretor do INEP (Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos), até ter sido afastado pela Ditadura Militar. 
Sua morte até hoje é uma incógnita. Anísio desapareceu no dia 11 de março de 1971 e só foi encontrado no dia 14, já sem vida num fosso de elevador. A perícia afirmou que a morte foi acidental, porém a família acredita que Anísio teria sido vítima da repressão.


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Resumos sobre documentário e livro de Paulo Freire

UFSB – Universidade Federal do Sul da Bahia
CC: Universidade e Sociedade
Jamine Nunes


Paulo Freire Contemporâneo
'Paulo Freire Contemporâneo' produzido por Toni Venturi é um documentário que busca mostrar um pouco da vida, mas principalmente da obra de Paulo Freire, e como essas ideias freirianas auxiliaram no processo de alfabetização e educação tanto na época que ele ainda era vivo, quanto atualmente em que sua pedagogia se faz cada vez mais presente. Além de abranger regiões carentes dentro do Brasil, o pensamento critico freiriano se tornou objeto de grande interesse chegando a países como Portugal e Suécia .
Ao decorrer do documentário pudemos encontrar frases de Freire que caracterizam as suas ideologias, tais como: "Foi aprendendo que percebemos ser possível ensinar";"Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção"; "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender." Precisamos da aprendizagem pois o ser humano está em constante evolução e transformação, assim o aprendizado faz com que nos tornemos seres com mais qualidades, mas também é necessário lembrar que 'a alfabetização é um experiência criadora', o alfabetizando tem que ser o arquiteto da criação do saber sendo auxiliado pelo seu educador.
"Ninguém começa lendo a palavra, porque antes da palavra, o que a gente tem pra lê a disposição da gente é o mundo", ou seja, Freire afirma que a primeira leitura que fazemos é a do mundo, um mundo que necessita que a 'justiça social se implante antes da caridade'.
No final do documentário também é abordado o tema ecopedagogia, que busca ensinar as pessoas a importância de serem sustentáveis, um tema que está indiscutivelmente atrelado a muitos debates e preocupações do século XXI.
Enfim, o documentário nos mostrou um homem com ideais fantásticos e com tamanha humildade, o qual encerra-se com uma fala de Paulo Freire " Eu gostaria de ser lembrando como um sujeito que amou profundamente o mundo e as pessoas, os bichos, as árvores, as águas, a vida."




Pedagogia da Autonomia - Paulo Freire
Pedagogia da autonomia do professor Paulo Freire, relata propostas de práticas pedagógicas necessárias a educação como forma de proporcionar a autonomia de ser dos educandos respeitando sua cultura, seu conhecimento e sua maneira de entender o mundo que o cerca.
O aspecto principal de sua abordagem pedagógica, constata que “formar” é muito mais que treinar o educando no desempenho das tarefas. Para que se possa chamar a atenção dos educadores formados ou em formação à responsabilidade ética, elucidando- os na arte de conduzir seres à reflexão crítica de suas realidades.
Pedagogia da Autonomia é a obra, na qual ele expõe o que pode ser necessário para a prática educativa em nosso país. Quando Freire propõe a construção de um sujeito crítico, ético e político, automaticamente nos impulsiona, a aceitar o desafio de sair da mesmice da simples cópia e do ato de repetir cada lição, pois Freire quer aproximação dos alunos da sua própria realidade, questionando-a e interagindo com ela. Orientando os alunos para que eles possam ser capazes de se tornar pessoas verdadeiramente mais comprometidas com o social e naturalmente influentes em seu país. Pois esta obra se faz imprescindível à condução do corpo discente em prol de uma sociedade mais justa e de valores igualitários, auxiliando na formação crítica de professores que, além de educar, estarão conscientizando e orientando os futuros cidadãos, cidadãos críticos, capazes e íntegros.
Por fim o conhecimento adquirido através da obra de Paulo Freire é com certeza um fator auxiliador no desenvolvimento das práticas educacionais e de vida. Através deste livro obtemos a certeza de que devemos lutar pelos nossos direitos, com o objetivo de viver e fazer outros viverem dignamente. De contribuir para uma sociedade mais benevolente e justa. Pois a grandeza de um homem não está no quanto ele sabe, mas no quanto ele tem consciência de que não sabe e está disposto a aprender!

Resenhas

UFSB – Universidade Federal do Sul da Bahia
CC: Universidade e sociedade
Aylla Ruas de Matos


RESENHA: Pedagogia da Autonomia – Paulo Freire


O livro “Pedagogia da Autonomia” é de autoria do grande educador brasileiro Paulo Freire, este que também escreveu outros livros famosos com reflexões de suas práticas pedagógicas. Permito-me dizer que Paulo Freire ensinou a ensinar. Em “Primeiras Palavras” ele enfatiza a responsabilidade ética que os professores têm, não a ética menor ou restrita, e sim a ética universal do ser humano. 
O livro, em sua totalidade, traz as exigências para ensinar, porém é dividido em três capítulos. São eles:
 Cap. I - Não há docência sem discência: Neste capítulo Paulo Freire defende a ideia de dar a autonomia ao discente. Pois no método de ensino tradicional, há uma superioridade do docente. Apesar da diferença entre os dois, nenhum se reduz á condição de objeto um do outro. Freire diz que ensinar inexiste sem aprender e vice-versa, pois quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. 
Cap. II – Ensinar não é transferir conhecimento: Para ele, é de fundamental importância que o educador tenha em mente que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. Ao entrar na sala de aula, o docente está aberto á receber indagações, curiosidades e perguntas dos alunos. Paulo Freire também ressalta a importância de respeitar a autonomia do educando seja ele criança, jovem ou adulto, afinal, isso se encaixa na ética dita em “Primeiras Palavras”, a qual ele tanto defende. 
Cap. III – Ensinar é uma especificidade humana: Neste capítulo, ele cita basicamente a segurança, autoridade e competência profissional do educador, que é de extrema importância. Havendo uma autoconfiança do docente, consequentemente passará certa segurança ao aluno.
Ao meu ver, o método utilizado por Freire de buscar aprimorar o aprendizado do aluno a partir do conhecimento já adquirido é simplesmente encantador, ainda mais quando há uma conexão igualitária entre aluno e professor.


Vídeo: Paulo Freire Contemporâneo


No documentário citado acima, ao contrário do livro (que é na teoria) é mostrado o Método Paulo Freire na prática. Nele é possível aprender e ao mesmo tempo se emocionar com a história do grande educador Paulo Freire, que foi um grande inovador da educação, não só brasileira, mas também de outros países.
O método para alfabetizar adultos consiste em observar o vocabulário mais utilizado pelos alunos e, a partir daí escolher sílabas para gerar palavras. Há diversos relatos de pessoas que aprenderam com esse método, pois utiliza-se do conhecimento já adquirido para aprimorar o aprendizado.
No longa-metragem também mostra uma escola rural na Bahia, onde também é aplicado o Método Paulo Freire, porém com crianças. Os educadores aproveitam das técnicas manuais que são de costume delas exercerem no dia a dia, para ensinar e incentivar a criatividade das mesmas.
Paulo Freire contribuiu para o crescimento intelectual de muita gente, no vídeo mostram pessoas com muita gratidão em ter conseguido aprender a partir do método dele, com certeza foi um grande passo na educação, e por mais que tenha sido extremamente complicado naquela época, o Método Paulo Freire vem conseguindo seu lugar na educação e com grande destaque.

Resenha do documentário e livro de Paulo Freire

UFSB - Universidade Federal do Sul da Bahia
CC - Universidade e Sociedade
Aluna: Carollayne Assis Ormundo

O documentário Paulo Freire Contemporâneo retrata a respeito da vida pessoal do renomado educador e seus pensamentos ideológicos principalmente ligados à educação. Onde também fica esclarecido o método de ensino que Paulo Freire defendia e implantou inicialmente em Angicos, Rio Grande do Norte.
O método do educador estava diretamente ligado à sua vida pessoal, pois o mesmo a princípio não teve a oportunidade de ter um aprendizado em uma instituição. No entanto o sonhador Paulo Freire, como então era conhecido, criou a proposta de alfabetização para os adultos, de classe mais baixa, na qual não tiveram a oportunidade de estudar devido também às suas obrigações de por comida na mesa. Também conhecido como MOVA (Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos), esta proposta levou esperança e gerou mais oportunidades para pescadores, catadores de lixo, doméstica, dentre outros. Fazendo com que essas pessoas da classe mais baixa também conseguissem ser vistos e se inserirem no mercado de trabalho com mais confiança.
No documentário essas pessoas beneficiadas pelo MOVA e os próprios educadores relataram toda a sua jornada e todo o esforço para que esse método desse certo, para levar melhor qualidade de vida para essas pessoas que vivem na zona rural. "A esperança faz parte disso que a gente vem chamando de natureza humana." já dizia Paulo Freire. E essas pessoas foram movidas a esperança.
Uma fala de Paulo Freire que é bastante relevante e nos chama a atenção é essa: "Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso. Eu amo 'as gentes', e amo o mundo, e é porque amo as pessoas e amo o mundo que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade."
A proposta de Paulo Freire marcou e mudou a vida de muitas pessoas, e continua gerando mudanças até os dias atuais.
"Eu gostaria de ser lembrado como um sujeito que amou profundamente o mundo, e as pessoas, os bichos, as árvores, as águas, a vida." - Paulo Freire



Pedagogia da Autonomia - Nos faz atentar para tudo aquilo que já sabemos ou exercemos, ou até mesmo iniciar a prática se esta já não está sendo feita. O livro começa já enfatizando que não há ensino sem a aprendizagem e não há a aprendizagem sem ensino, ou seja, não há professores sem alunos e não há alunos sem professores. E é isso que Paulo Freire deixa explícito e de fácil entendimento, que não há a possibilidade de ensino sem que ambas as partes estejam engajadas, interessadas em aprender e ensinar mutuamente. Se um aluno não estiver empenhado em aprender, de nada valerá o professor tentar ensinar algo, pois o mesmo estará apenas despejando o seu conhecimento sem que receba algo em troca. E é esse ponto que Paulo Freire quer que entendamos, "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção."; "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender."
Paulo Freire nos traz um método de ensino fora dos padrões, algo que fuja do tradicional e consiga resultados mais satisfatórios a curto prazo. Algo que nos chame a atenção, nos instigue e nos mova a querer aprender por ser prazeroso, um método inovador. "Foi aprendendo que percebemos ser possível ensinar."



Minha opinião acerca do método de Paulo Freire: simplesmente inovador! E fez com que eu me instigasse e me interessasse mais pela aprendizagem através do método de ensino da UFSB. Me alegra saber que a nossa universidade faz parte deste plano pedagógico. Requer coragem para sair da nossa zona de conforto e mudar. Apesar do mundo hoje ser contemporâneo, ainda há muitos bloqueios em relação à mudança do método de ensino em nossas universidades brasileiras, em nossas escolas. Pois são muitas as que ainda são de modo tradicional, mas creio que a UFSB veio com este plano orientador para tentar mudar a visão de todos e inspirado em Paulo Freire implantar esse método de ensino inovador trazendo resultados convincentes e satisfatórios.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Síntese da primeira aula de Universidade e Sociedade

Será que de tanto vermos, passamos a não enxergar mais? A não nos importarmos mais? Os documentários Ilha das Flores e Boca de Lixo remetem as realidades do nosso cotidiano englobando temas como consumismo, desigualdade social, fome e pobreza que nos leva a uma série de reflexões sobre individualidade, liberdade, opressão, exageros, desperdício e sonhos. No supracitado documentário de Ilha das Flores notamos o personagem do tomate, que foi recusado para servir de molho, recusado para servir de alimento para os porcos, e no final estava disponível para ser consumido pelos SERES HUMANOS que vivem na Ilha das Flores, demonstrando pessoas que mesmo com o encéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor se encaixam numa condição abaixo de porcos, por não terem dinheiro e muito menos dono. É necessário lembrar que o documentário Boca de Lixo nos faz questionar, de onde vem e para onde vai o lixo? Nós vivemos em um mundo cada vez mais capitalista, onde quem tem prioridade é o dinheiro, consumimos descontroladamente sem pensar nas consequências sociais, ambientais, econômicas e culturais. Assim o lixo que tem sua origem proveniente tanto de restos de comida, quanto de materiais eletrônicos, passa a servir as pessoas desfavorecidas, pois hoje em dia vemos poucos com muito e muitos com pouco, forçando assim àqueles desafortunados a se submeterem a situações desagradáveis na tentativa de sobreviver, como é mostrado no documentário, onde o lixo significa para eles o resto de esperança que ainda sobra, pois eles convertem o lixo em material de consumo e sustento. Enfim, as temáticas discutidas na aula do dia 27/05/15 nos relembra que infelizmente muitas pessoas ainda vivem em situações desumanas, forçando nos a questionar e sentir o desejo de mudança.

Att,

Jamine Nunes

segunda-feira, 22 de junho de 2015

UFSB – Universidade Federal do Sul da Bahia
CC: Universidade e Sociedade
Aylla Ruas de Matos


“Ilha das Flores”

Este documentário relata de forma impactante a realidade de mulheres e crianças que residem na Ilha das Flores, localizada em Belém Novo, município de Porto Alegre. Lugar onde é despejado o lixo produzido pelos moradores da capital, e onde os donos de terrenos utilizam o espaço para criar porcos. O lixo é, basicamente, tudo o que não nos será mais útil. Porém, na Ilha das Flores, os empregados do dono do terreno separam no lixo aquilo que é de origem orgânica para servir de alimento aos porcos, e aquilo que for considerado impróprio para os porcos, ficará disponível para alimentar mulheres e crianças. Por serem muitas, elas formam fila e são organizadas em grupos de 10, tendo a permissão de entrar e permanecer por 05 minutos para recolher o tanto de alimentos que conseguirem, e assim garantir a sua refeição (se é que pode ser chamada assim). O curta-metragem nos mostra que, apesar dessas pessoas terem o telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor (portanto, sendo seres humanos), o fato delas não terem dinheiro e nem algum outro meio de troca, faz com que os porcos sejam prioritários à elas.


“Boca de Lixo”

Neste documentário há depoimentos de pessoas que trabalham na “Boca de Lixo”, a partir deles, pode-se observar o ponto de vista delas em relação á essa profissão. A princípio elas ficaram receosas com a presença do jornalista e de sua câmera, questionaram sobre o que ele estava ganhando com aquelas filmagens e deixaram claro que não estavam roubando, mas sim, trabalhando honestamente. Ao decorrer do vídeo, podem-se notar diversas lições de vida dadas por esses catadores. Apesar da rotina cansativa devido ao árduo trabalho exercido, o sorriso no rosto e as brincadeiras entre eles são realmente incríveis de se ver. Enquanto nós, muitas vezes por não termos aquela roupa de marca que tanto queríamos, o celular da moda ou até mesmo o carro do ano, já ficamos chateados e reclamando da vida. A maioria dos catadores está no lixão por não ter outra oportunidade de emprego, porém, há pessoas que escolhem trabalhar ali, como a dona Cícera que diz preferir trabalhar na “Boca de Lixo” ao ser empregada doméstica, pois não gosta de ser mandada, e sim, de mandar em si mesma. Ela diz também que após o dia de trabalho, ela chega em casa, toma banho e vai para a Igreja. Mesmo vendo o comodismo de alguns deles ali, é chocante saber que além de viver na pobreza, estão sendo expostos á tantas doenças, pois até lixo hospitalar é possível encontrar, até houve uma mulher que furou o pé com uma agulha, sem saber o quão perigoso isto é. Com certeza este documentário nos faz refletir sobre muitas coisas em relação á nossa vida e nos lembra de valores que em nossa sociedade atual não se vê mais. Também nos ensina a dar valor ao nosso lixo e a separá-lo de forma correta, pois como disse o senhor Enock “o lixo é o final do serviço, mas para os catadores, é a partir dele que tudo começa”.

domingo, 21 de junho de 2015

Síntese dos vídeos Ilha das Flores e Boca de Lixo

O vídeo Ilha das Flores a princípio parece superficial, pois inicia com todo um processo, desde a produção do tomate, sua chegada ao supermercado e ao consumidor, até por fim ir parar no lixão ou como se dá o nome,  Ilha das Flores. De flor não tem nada, é uma espécie de fazenda onde vivem porcos, algumas pessoas humildes, um fazendeiro e alguns trabalhadores que auxiliam no alimento daqueles animais. O que com certeza nos chama a atenção é a maneira como aquelas pessoas humildes, sendo seres humanos são tratadas. Pois, o lixo que chega até aquela fazenda é separado para servir de comida aos porcos, após os porcos se saciarem, há alimentos que eles dispensam, pois julgam inadequados para aqueles animais comerem. Para dar fim aqueles alimentos considerados inapropriados aos porcos, os trabalhadores da fazenda juntam para as pessoas humildes que vivem ali, como são muitas pessoas pessoas, são divididos em grupos de 10 pessoas e cada grupo tem 5 minutos para pegar o máximo de alimento possível, o desespero é grande, pois esta é a única maneira de conseguirem alimento.
O vídeo termina com essa imagem e uma possível reflexão, se tal alimento não é aceito pelos porcos, porque serviria para um grande número de famílias? O que mais nos impacta no vídeo é tamanha desigualdade, um animal irracional rejeita tal alimento para um ser humano ter o direito a comida.

O vídeo Boca de Lixo um pouco mais impactante que o vídeo Ilha das Flores, já se inicia mostrando o amontoado de lixos, urubus, animais magros procurando algo para comer em meio ao lixão. Logo após chega o caminhão de lixo despejando toneladas de lixo para a alegria das pessoas que vivem ali. Muita gritaria e correria com a chegada do caminhão,  pois aqueles catadores fazem o possível para conseguir pegar o máximo de lixo que podem, para vender aquele lixo e quem sabe até ter a sorte de conseguir algo que possa ser usado como roupas ou sapatos, uma das catadoras diz a seguinte frase: "o que não serve 'pros' ricos, serve 'pros' pobres."
Algumas mulheres dizem preferir trabalhar no lixão do que em outros locais como por exemplo, em casa de família. Já outras falam que não é bom trabalhar no lixão mas eles precisam desse meio para sobreviver e relata que não toma café, nem almoça, a única refeição que faz é a janta. Isso choca, já que estas pessoas acordam muito cedo para trabalhar muitas vezes debaixo de um sol escaldante.
Alguns homens pescam mas quando não conseguem nada, são obrigados a buscar no lixão algum meio de se sustentar.
O que chama bastante atenção além de todo o trabalho árduo, são os valores bem explícitos nessas pessoas que aparentam ter tão pouca coisa como bens materiais, mas que tem muito se for olhado o seu interior.
O "repórter" ao questionar para uma mulher se ela não se incomodava em aparecer na TV catando lixo, ela lhe responde: "Não estamos roubando e sim trabalhando."
Uma mulher com mais de 7 filhos em uma casa pequena e humilde diz que pretende ter mais filhos, enquanto ela engravidar, ela irá criar todas estas crianças, pois o que não pode é matar, jogar fora ou abortar, relata ela.
Apesar de todas as dificuldades enfrentadas para criar e alimentar os filhos, essa mulher dá valor a vida, assim como todos os moradores dali, valorizam o trabalho árduo, porem honesto de cada um.


Síntese feita por Carollayne Assis Ormundo, com base nos vídeos acima descritos, a pedido da professora Andréa. 
CC - Universidade e Sociedade
UFSB - Universidade Federal do Sul da Bahia