domingo, 21 de junho de 2015

Síntese dos vídeos Ilha das Flores e Boca de Lixo

O vídeo Ilha das Flores a princípio parece superficial, pois inicia com todo um processo, desde a produção do tomate, sua chegada ao supermercado e ao consumidor, até por fim ir parar no lixão ou como se dá o nome,  Ilha das Flores. De flor não tem nada, é uma espécie de fazenda onde vivem porcos, algumas pessoas humildes, um fazendeiro e alguns trabalhadores que auxiliam no alimento daqueles animais. O que com certeza nos chama a atenção é a maneira como aquelas pessoas humildes, sendo seres humanos são tratadas. Pois, o lixo que chega até aquela fazenda é separado para servir de comida aos porcos, após os porcos se saciarem, há alimentos que eles dispensam, pois julgam inadequados para aqueles animais comerem. Para dar fim aqueles alimentos considerados inapropriados aos porcos, os trabalhadores da fazenda juntam para as pessoas humildes que vivem ali, como são muitas pessoas pessoas, são divididos em grupos de 10 pessoas e cada grupo tem 5 minutos para pegar o máximo de alimento possível, o desespero é grande, pois esta é a única maneira de conseguirem alimento.
O vídeo termina com essa imagem e uma possível reflexão, se tal alimento não é aceito pelos porcos, porque serviria para um grande número de famílias? O que mais nos impacta no vídeo é tamanha desigualdade, um animal irracional rejeita tal alimento para um ser humano ter o direito a comida.

O vídeo Boca de Lixo um pouco mais impactante que o vídeo Ilha das Flores, já se inicia mostrando o amontoado de lixos, urubus, animais magros procurando algo para comer em meio ao lixão. Logo após chega o caminhão de lixo despejando toneladas de lixo para a alegria das pessoas que vivem ali. Muita gritaria e correria com a chegada do caminhão,  pois aqueles catadores fazem o possível para conseguir pegar o máximo de lixo que podem, para vender aquele lixo e quem sabe até ter a sorte de conseguir algo que possa ser usado como roupas ou sapatos, uma das catadoras diz a seguinte frase: "o que não serve 'pros' ricos, serve 'pros' pobres."
Algumas mulheres dizem preferir trabalhar no lixão do que em outros locais como por exemplo, em casa de família. Já outras falam que não é bom trabalhar no lixão mas eles precisam desse meio para sobreviver e relata que não toma café, nem almoça, a única refeição que faz é a janta. Isso choca, já que estas pessoas acordam muito cedo para trabalhar muitas vezes debaixo de um sol escaldante.
Alguns homens pescam mas quando não conseguem nada, são obrigados a buscar no lixão algum meio de se sustentar.
O que chama bastante atenção além de todo o trabalho árduo, são os valores bem explícitos nessas pessoas que aparentam ter tão pouca coisa como bens materiais, mas que tem muito se for olhado o seu interior.
O "repórter" ao questionar para uma mulher se ela não se incomodava em aparecer na TV catando lixo, ela lhe responde: "Não estamos roubando e sim trabalhando."
Uma mulher com mais de 7 filhos em uma casa pequena e humilde diz que pretende ter mais filhos, enquanto ela engravidar, ela irá criar todas estas crianças, pois o que não pode é matar, jogar fora ou abortar, relata ela.
Apesar de todas as dificuldades enfrentadas para criar e alimentar os filhos, essa mulher dá valor a vida, assim como todos os moradores dali, valorizam o trabalho árduo, porem honesto de cada um.


Síntese feita por Carollayne Assis Ormundo, com base nos vídeos acima descritos, a pedido da professora Andréa. 
CC - Universidade e Sociedade
UFSB - Universidade Federal do Sul da Bahia

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